CURSO DE FORMAÇÃO CATEQUÉTICA

CURSO DE FORMAÇÃO CATEQUÉTICA

Fevereiro de 2016

“Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados, e espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.”

 

  1. INTRODUÇÃO:

Entendemos por ECLESIOLOGIA tudo o que se refere à Ecclésia = Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, e dela “trata”: estudos, reflexões, tratados teológicos…; assim como às diferentes formas de ser, viver e se organizar como Igreja, através da história, buscando realizar sua própria vocação e missão.

  1. BREVE FUNDAMENTAÇÃO: A VERDADE SOBRE A IGREJA

“Ide, pois fazer discípulos entre todas as nações, E batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).

  • A origem da Igreja. Deus quis a Igreja desde toda a eternidade. Ela foi prefigurada e preparada pelas várias Alianças de Deus com a humanidade. Sua formação aconteceu progressivamente, como uma gestação. O Concílio Vaticano II fala de atos fundantes da Igreja que somos nós. Foram atos fundantes, por exemplo, a escolha dos Apóstolos e a instituição da Eucaristia. O povo de Israel era formado por doze tribos. Jesus, ao escolher doze Apóstolos, mostrou sua intenção de fundar a Igreja, o novo Israel, que fora anunciado pelos profetas. Na instituição da Eucaristia, o cordeiro pascal foi substituído pelo corpo de Jesus. O cálice da Antiga Aliança foi substituído pelo cálice da Nova Aliança, sangue de Jesus. Israel se tornou Povo de Deus através da Antiga Aliança, celebrada no monte Sinai; Jesus, ao instituir a Nova Aliança, estava fundando a Igreja – o Novo Israel. Mas foram atos fundantes da Igreja, sobretudo, a Páscoa da paixão, morte e ressurreição e o acontecimento de Pentecostes, quando a Igreja foi manifestada às nações pela efusão do Espírito Santo. Naquela manhã de Pentecostes, a Igreja recebeu a sua configuração definitiva (Inaugurada), assumindo a missão de evangelizar todos os povos.

  • A Igreja é comunidade onde Jesus ressuscitado está presente: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20b). A Igreja não foi fundada por iniciativa humana, mas divina.

  • A Igreja é dom de Deus à humanidade. Jesus está presente nela. Quando a Palavra de Jesus é anunciada na assembléia, é ele mesmo que nos fala. Os Sacramentos que a Igreja celebra comunicam a força espiritual que provém do seu Mistério Pascal. A Eucaristia forma o “corpo” da Igreja. Quem se alimenta do corpo de Cristo torna-se um com ele. Quando a Igreja envia missionários ao mundo, é Jesus que continua a enviar seus discípulos. Por isso, a Igreja é, ao mesmo tempo, divina e humana. O que é, pois, a Igreja? A Igreja é uma realidade tão rica que não cabe nos limites de uma definição.

 

  • Por isso dizemos que a Igreja é um Mistério. O Mistério da Igreja é sua relação com a Santíssima Trindade e sua união íntima com o Cristo Ressuscitado. Dizer que a Igreja é Mistério não significa que seja um enigma complicado ou um problema indecifrável, mas uma realidade amorosa, que é maior do que a nossa compreensão, uma realidade que nos desafia e nos seduz. Nela nós mergulhamos cheios de respeito, alegria e encantamento. Usamos imagens para exprimir o ser e a missão da Igreja, porque elas são mais expressivas do que as definições. Quando o Novo Testamento denomina a Igreja como:
  1. Templo de Deus ou templo do Espírito Santo (cf. 2Cor 6,16), esta expressão não designa o edifício, mas a comunidade reunida. A Assembléia reunida é o templo onde Deus habita.
  2. Esposa de Cristo, pois ela forma com ele uma totalidade – “uma só carne” –, e está unida a ele pelo amor e a fidelidade (cf. 2Cor 11,2; Ef 5,26.31-32).
  3. Igreja Mãe e Mestra, porque nos comunica a vida divina através dos Sacramentos; ela nos ensina a Palavra de Cristo e nos educa como verdadeiros discípulos de Jesus.
  4. São Paulo usa três imagens complementares para falar da Igreja: Novo Israel – Povo de Deus (cf Rm 11,17-18), Corpo de Cristo (cf. 1Cor 12,13) e Templo do Espírito (cf 2Cor 6,16). Estas imagens mostram a dimensão trinitária da Igreja: a criação do Pai (Povo de Deus), através da obra redentora do Filho (Corpo de Cristo), na comunhão do Espírito Santo (Templo de Deus).
  5. O Concílio Vaticano II privilegiou a imagem da Igreja como Povo de Deus (cf. LG 9). A imagem de povo está ligada à igualdade fundamental entre os membros da Igreja. O Povo de Deus recorda que ela foi preparada desde a origem da história de Israel. É um povo sacerdotal, profético e real (cf. 1Pd 2,9-10). A Igreja é Corpo de Cristo (cf. 1Cor 12,12-30). É uma realidade semelhante ao corpo humano, ou seja, tem uma cabeça e um conjunto organizado de membros; cada membro (órgão) desempenha sua atividade específica em vista do bem de todo o corpo. Entre os membros do corpo existe mútua dependência e todos são importantes. Vigora entre eles a comunhão: quando um membro passa bem, isso repercute em todos os membros. Quando outro passa mal, o sofrimento afeta todo o corpo.

  • Os membros da Igreja, Corpo de Cristo, são todos os batizados. Jesus é a cabeça que continua presente e age no mundo através do corpo – a Igreja.
  • A Igreja se organiza para cumprir sua missão de evangelizar. Ela é uma instituição que está a serviço da missão evangelizadora a ela confiada por Jesus; ela tem sua visibilidade na sociedade, com leis próprias, ministérios ordenados (bispos, padres, diáconos), ministérios não-ordenados, confiados aos cristãos leigos, a vida consagrada (religiosos e religiosas) e o laicato.
  • Cada membro assume sua função e desempenha um serviço, sempre visando ao bem de todos. Quando um membro da Igreja peca, a comunidade fica enfraquecida. Quando um membro se santifica, todo o conjunto fica revigorado.
  • É próprio do corpo ter uma cabeça. Segundo São Paulo, a cabeça da Igreja é Cristo (cf. Cl 1,18). É dele que provém a vida da graça para todos os membros da Igreja. A Igreja é Templo do Espírito Santo, que é a alma da Igreja. Como a alma no corpo humano, o Espírito Santo está presente em toda a Igreja e em cada um de seus membros. Como a alma confere vida e identidade ao corpo, assim o Espírito Santo dá vida e identidade à Igreja. A Igreja é, pois, a comunidade dos que crêem em Cristo; assistida pelo Espírito Santo, ela guarda a memória de Jesus Cristo, celebra e testemunha sua presença ao mundo.
  • A Igreja existe para ser missionária Evangelizar constitui a missão da Igreja, sua identidade e sua própria razão de ser. O Senhor Jesus dá aos seus discípulos a Igreja nascente, o mandato desta missão: “ Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
  • Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19-20). Ela existe para anunciar e ensinar, para ser a testemunha da graça, reconciliar a humanidade com o Pai misericordioso e perpetuar o sacrifício de cristo na Santa Missa, memorial de sua morte e gloriosa ressurreição.
  • A origem da missão da Igreja está na missão do Filho e do Espírito Santo, enviados pelo Pai ao mundo. A atividade missionária da Igreja iniciou-se na madrugada do domingo de Páscoa, quando Maria Madalena e outras mulheres foram ao túmulo de Jesus e o encontraram vazio. Logo ouviram a alegre notícia: “Nos vos assusteis! Procurais Jesus, o nazareno, aquele que foi crucificado? Ele ressuscitou! Não está aqui! Vede o lugar onde o pusseram! Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro: ‘Ele vai à vossa frente para a Galiléia, Lá o vereis, como ele vos disse!’” (Mc 16,6b-7). Maria Madalena correu ao encontro dos discípulos e lhes anunciou a notícia da ressurreição de Jesus.

  • Em Pentecostes, começou a missão que permanece até hoje. A

pós vinte séculos, existem ainda povos que não ouviram o anúncio de Jesus Cristo. Mesmo em nossas cidades existem pessoas, ambientes e culturas que não conhecem a Boa Nova. Através da ação da Igreja, a Palavra de deus se difunde no mundo.

O Livro dos Atos dos Apóstolos narra a história das primeiras comunidades e a ação dos Apóstolos, principalmente dos apóstolos Pedro e Paulo. Nele se lê que a Palavra crescia e se multiplicava. Desejava, assim, anotar que cresciam e se multiplicavam os que ouviam a Palavra, acolhiam-na e se tornavam-se discípulos de Jesus, ou cristãos. Jesus é o missionário do Pai. A missão que ele confia aos seus discípulos é a sua mesma missão.

  • É nele, pois, que o discípulo missionário tem a fonte permanente do seu ardor missionário e sabedoria profética para anunciar o Evangelho da vida. O encontro com Cristo Vivo, missionário do Pai, como experiência pessoal na comunidade de fé, alimenta o missionário e reaviva permanentemente o seu ardor. Foi o que aconteceu com a Samaritana (cf. Jo 4,1-26) e com os discípulos (cf. Jo 1,19- 51). A experiência do encontro com Cristo muda radicalmente a vida, como aconteceu com Zaqueu (cf. Lc 19,1-10) e Paulo (cf. At 9,1-22). É uma experiência única, muito bonita, que precisa ser comunicada, compartilhada.
  • Na Eucaristia, nós nos encontramos com Cristo de modo muito especial. Se a missão não for alimentada pela Eucaristia, ela perde sua identidade. Torna-se proselitismo, propaganda, coisa de mercado. A Eucaristia é também o objetivo profundo da missão: fazer com que todos se tornem discípulos de Jesus, realizando o encontro pessoal com ele e vivendo unidos com ele.
  • A missão é, para a Igreja, a causa das causas, o primeiro e mais importante serviço que ela presta ao ser humano. Nenhum membro da Igreja está dispensado da missão. Os pais, as famílias, os jovens, professores e operários, todos são missionários.
  • Sobretudo as dioceses e as paróquias devem desenvolver uma ação planejada e preparar seus missionários com cuidado. Para atingir a todos, há que se criar comunidades de envio, de acolhida e de compromisso coma defesa da dignidade humana, a preservação da vida e a salvação de todos.
  • Maria, Mãe da Igreja . A Igreja tem também uma Mãe: Maria, mãe do Filho de Deus encarnado. Ao tornar-se mãe de Cristo, ela tornou-se mãe de todos os membros do seu corpo, que é a Igreja. O discípulo que estava ao pé da Cruz e recebeu Maria como mãe representava todos os discípulos de Cristo (cf. Jo 19,25-27). Maria de Nazaré foi a mulher escolhida para ser mãe do Filho de Deus. Ela concebeu o Filho de Deus, Jesus Cristo, por obra e graça do Espírito Santo. Por isso podemos chamala Mãe de Deus. Ela foi escolhida gratuitamente para esta missão. Em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Deus preservou-a do pecado desde sua concepção. Por isso, a Igreja a proclama Imaculada e cheia de graça, pois toda a sua vida correspondeu ao desígnio de Deus. Maria é chamada Virgem – a sempre Virgem Maria. Isto significa que Jesus foi concebido em seu seio apenas pelo poder do Espírito Santo. Jesus é filho do Pai Eterno segundo a natureza divina; e filho de Maria, segundo a natureza humana. Quando dizemos que Jesus nasceu da Virgem Maria, afirmamos que Jesus é o Filho de Deus e somente Deus é o Pai de Jesus. É isso que ensinam os Evangelhos (cf. Lc 1,26-35; Mt 1,18-21). A Igreja Católica afirma, na sua fé, que Maria, terminada a sua vida na terra, foi elevada em corpo e alma ao céu, onde ela já participa da plenitude da salvação, da qual nós participaremos no final dos tempos.
  • Maria é a figura maternal da Igreja, discípula fiel e modelo de fé para nós. Por isso a veneramos com carinho filial, como a Mãe da Igreja. A Igreja se empenha pela construção da unidade. A vontade de Deus é a unidade de toda a humanidade dispersa. Por isso, enviou seu Filho Amado, que às vésperas do sacrifício da cruz, pediu ao Pai pelos seus discípulos e por todos que acreditam nele, “para que sejam um” (Jo 17,21). Esta unidade é essencial para a Igreja.
  • Deus quer a Igreja, porque ele quer a unidade. Acreditar em Cristo significa querer a unidade. Por isso, a Igreja Católica, à luz dos ensinamentos do Concílio Vaticano II, empenha-se pela construção da unidade, ou seja, pelo ecumenismo. E compreende que a tarefa de reconstruir a unidade da Igreja de Cristo pertence a todos os fiéis – pastores e rebanhos – convocados pelo Espírito de Deus a fazer o possível para que se recomponham os laços de união entre todos os cristãos e cresça a colaboração entre os discípulos de Cristo (cf. UUS 9; 102).

  1. – O CONCILIO VAT II E A IGREJA:
  • LG – Pela primeira vez na sua história secular, a Igreja deu uma definição de si mesma na constituição dogmática Lúmen gentium e em outras constituições, decretos ou declarações. Essa definição se caracteriza pela própria estrutura da LG, evidente, sobretudo nos seus dois primeiros capítulos: cap. I: “O mistério da Igreja”; cap. II: “O povo de Deus”; cap. III: “A constituição hierárquica da Igreja e de modo especial do episcopado”; cap. IV: “Os leigos”; cap. V: “Vocação universal para a santidade na Igreja”; cap. VI: “Os religiosos”; cap. VII: “Índole escatológica da Igreja peregrina e sua união com a Igreja celeste”; cap. VIII: “A Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja”. Além disso, encontram-se muitos elementos de eclesiologia em outros documentos conciliares, como as outras três constituições: sobre a liturgia (Sacrosanctum Concilium), sobre a revelação (Dei Verbum),
  • Juntamente com essa reflexão, pouco a pouco se ressaltou que a visão eclesiológica do Vaticano II comporta um conceito renovado de communio (LG 4,8,13-15,18,21,24s; DV 10; GS 32; UR 2-4,14s., 17-19,22). Esta tem um significado básico de comunhão co m Deus, da qual se participa por meio da palavra e dos sacramentos, que leva à unidade dos cristãos entre si e que se realiza concretamente na comunhão das Igrejas locais em comunhão hierárquica com aquele que, como bispo de Roma, “preside na caridade” a Igreja católica (cf. LG 13). Com razão afirmou o sínodo extraordinário de 1985: “A eclesiologia de comunhão é a idéia central-fundamental nos documentos do concílio” (C.1, EV 9, 1800). 6. Visão geral da Constituição dogmática Lúmen Gentium do Concílio Vaticano II – (promulgada a 21 de novembro de 1964).

  1. O MISTÉRIO DA IGREJA
  • A Igreja de Cristo sacramento da unidade dos homens em Deus, é um Mistério sobrenatural:
  • é também possuidora de uma estrutura visível e hierárquica, que subsiste na Igreja católica, apostólica, romana.
  • Peregrinando na História até ao dia de sua consumação, é chamada a prolongar a imagem e a missão do Cristo Servidor e Redentor.
  • Os cristãos não-católicos estão imperfeitamente incorporados, do ponto de vista dos sinais da fé.
  • Os não-cristãos estão ordenados, por diversas razões, ao mesmo Povo de Deus.
  • Sendo do desígnio divino que todos os homens se incorporem perfeitamente ao Povo de Deus em marcha, compete à Igreja Católica uma tarefa essencialmente missionária de atração dos homens à plenitude dos sinais da fé.

b)– CONSTITUIÇÃO HIERÁRQUICA DA IGREJA

 

  • Cristo instituiu a Igreja visível ornada de ministérios. Instituiu sobretudo o Colégio Apostólico (sob Pedro), que se prolonga, de certo modo, no Colégio dos Bispos (sob o Papa). O Episcopado é conferido através de um sacramento, o qual não é outro senão a plenitude do sacramento da Ordem. O Colégio Episcopal, unido ao Papa, seu Chefe, goza, como ele sozinho, de um poder supremo e pleno sobre a Igreja, o qual é exercido principalmente nos Concílios Ecumênicos.
  • Cada Bispo, singularmente, só preside a uma Igreja particular, mas deve ter solicitude pelos interesses de toda a Igreja. Em seu ministério, devem e podem os Bispos ensinar, santificar e pastorear.
  • Cooperadores da Ordem episcopal são os Presbíteros, que embora não possuam o ápice do pontificado, participam da mesma dignidade sacerdotal.
  • No grau inferior da Hierarquia estão os Diáconos, servem ao Povo de Deus na liturgia, na pregação e na ação caritativa.
  • OS LEIGOS – Os fiéis que vivem no mundo, sem serem clérigos nem religiosos, são os leigos. Cabe-lhes realizar um apostolado não só de participação na evangelização dos homens, mas também de instauração cristã da vida temporal. Obedeçam e colaborem com os pastores, dentro da obra comum que empreendem.
  1. c) A VOCAÇÃO UNIVERSAL À SANTIDADE

  • Todos na Igreja são chamados à santidade, a qual, porém, há de se desenvolver segundo modalidades diferentes, conforme os diferentes carismas, encargos, estados de vida.
  • A santidade consiste essencialmente na perfeição da caridade e tem à disposição muitos meios sobrenaturais, na Igreja.

  1. ÍNDOLE ESCATOLÓGICA DA IGREJA PEREGRINANTE E SUA UNIÃO COM A IGREJA CELESTE

  • A Igreja, na terra, está ainda em caminho, não atingiu sua perfeição. Desde já, porém, comunga com os fiéis da Igreja celeste, aos quais venera como exemplares e amigos; e também com os defuntos que morreram em Cristo, e ainda necessitam de sufrágios.

  1. A BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA, MÃE DE DEUS, NO MISTÉRIO DE CRISTO E DA IGREJA.

 

  • A Virgem Maria está no âmago do Mistério de Cristo e da Igreja, pois Deus quis que Cristo, Cabeça da Igreja, nascesse de suas entranhas.
  • Prenunciada no Antigo Testamento, a Virgem é apresentada, no Novo, como aquela que aceitou ser cooperadora do desígnio divino da Redenção, e como a perene associada de todo o itinerário de Jesus Cristo. Por isso é venerada como a Mãe dos fiéis, na ordem da graça, experimentando a Igreja sua contínua intercessão materna. Maria deve ser dita ainda, por todo o mistério que nela se realizou, e por sua vida evangélica, o tipo da Igreja e o exemplar dos fiéis.
  • A Maria se deve um culto especial, embora essencialmente distinto da adoração que se presta a Deus e a Cristo. Nela a Igreja vê sempre seu ideal de esperança e conforto.
  • no cap. I da LG, afirma que ela é um mistério. Com efeito, mais do que definida, a Igreja pode ser apenas descrita, como lembrou o sínodo de 1985, depois de haver enunciado a importância da Igreja sacramento e comunhão: “O Concílio descreveu de diversos modos a Igreja como povo de Deus, corpo de Cristo, esposa de Cristo, templo do Espírito Santo, família de Deus. Essas descrições se completam mutuamente e devem ser compreendidas à luz do mistério de Cristo e da Igreja em Cristo” (II. 3, EV 9, 1790).

CONCLUSÃO

  • A Igreja não vive para si, mas para Deus e o homem. A compreensão de sua missão se depreende da missão redentora de Jesus Cristo – Fiel ao Pai, se fez servo obediente até a morte e morte de Cruz.
  • Todas as vezes em que a Igreja se fechou em si mesma e olhou só para Deus, ela se perdeu e assumiu uma missão ambígua na história, do mesmo modo quando ela se fechou para Deus e olhou só para o homem, ela se distancia de suas referencias e razão de ser, que é ser justamente missionária. Viver de um outro (Deus) para um outro os homens.
  • Daí a importância de estarmos todos fixos na missão, pessoa da Virgem Maria e, através de sua devoção não perder de vista, as suas características de serva que nos molda: Faça-se tudo, conforme a sua vontade.
  • E como ela nos ensina nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Essa marca mariana evidencia a razão de ser da Igreja e o seu mistério. Daí afirmarmos que Maria é modelo da Igreja.

Os comentários estão fechados.