A função do Chanceler da Cúria Diocesana.

Queridos paroquianos;

Além de animar a comunhão na Catedral Diocesana e assumir a missão de Vigário Episcopal de nosso Regional, abracei em espírito de colaboração ao Governo de Dom Nelson a função de Chanceler da Cúria Diocesana. Na Igreja, a função do Chanceler é pouco conhecida e muitas vezes vista como um alto funcionário, mais pelo status de prestígio. Entretanto, a função deve ser vista como um ofício necessário e importante para a organização eclesial diocesana. Na verdade, um Chanceler Diocesano é um notário e secretário da Cúria. Nesse sentido, o Código de Direito Canônico no seu cânon 482 §1, orienta que em cada Cúria Diocesana seja constituído um Chanceler, cuja função principal é redigir e despachar os atos da Cúria.

Os atos da Cúria destinados a ter efeito jurídico, devem ser assinados pelo Ordinário do qual emanam, e isso para a validade, e ao mesmo tempo pelo Chanceler. A maior parte dos documentos oficiais com os quais trabalha é constituído de provisões, decretos, portarias, atas, processos de ordenações, etc.

O Chanceler Diocesano pode ser padre, religioso (a), leigo (a), homem ou mulher confiável e acima de qualquer suspeita. Há uma exigência de o Chanceler ser um sacerdote quando a causa em questão é a reputação de outro sacerdote (cf. 483).
Outras funções do Chanceler

1. Lavrar a ata da posse do Bispo (cf. cân. 382, § 3);

2. Lembrar e solicitar ao Bispo a lista tríplice para o caso da Diocese ficar impedida, isto, é sem governo. Essa lista deve ser renovada a cada três anos e ser conservada sob segredo pelo Chanceler (cf. cân. 413, § 1).

Também se faz necessário que tenha conhecimentos  em arquivística, já que a ele pertence o zelo pelo arquivo diocesano tomando os devidos cuidados com o seu conteúdo para torná-lo não um monte de papel morto, mas em condições de ser fonte de pesquisa para a sociedade, como estudantes, historiadores e estudiosos (cf. cân. 487, § 1).
Atribuições adicionais

Mesmo com a utilização das “Tecnologias de Informação e Comunicação”, o trabalho de transcrição dos documentos oficiais deve ser feito. Essa transcrição consiste no registro dos atos da Cúria em um livro próprio com as folhas numeradas, numeração sequencial dos documentos e com termo de abertura e fechamento. Os dados do registro no livro devem vir no documento oficial.

Um relacionamento profissional, discreto e aberto com o Bispo diocesano é fundamental, pois é dele que emite a maioria dos documentos que requerem a assinatura do Chanceler. Cabe a ele verificar o texto, a formatação e a forma para que o documento obedeça aos parâmetros oficiais para sua validação.

A Chancelaria também pode editar e publicar o Anuário Diocesano que contém o endereço e telefone de todas as pessoas e entidades associadas à Diocese. Nesse sentido, quero agradecer a compreensão de todos vocês, em minhas ausências pastorais para a dedicação ao trabalho da Chancelaria. A propósito, a Chancelaria funciona no Palácio Episcopal da Diocese.

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